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MUSICA: Lorde é mais um embuste para tapar buraco no pop


Ella Maria Lani Yelich-O'Connor é uma menina neozelandesa de 18 anos. Isto não significaria nada para você se não fosse o fato de que ela atende pelo nome artístico de “Lorde” e é uma das inúmeras 'sensações instantâneas' que o show business inventa de tempos em tempos para ganhar uns trocados em cima de gente incauta. “Artistas” que jamais fizeram o tradicional rito de passagem pelos palcos, entrando diretamente dentro de um estúdio para gravar canções compostas por outras pessoas, tudo embaladinho e pronto para ser desovado no mercado.
Depois do tremendo fracasso que foi a tentativa de emplacar um embuste como Lana Del Rey, derrubada depois de uma desastrada apresentação no programa Saturday Night Live em 2012, que apenas evidenciou que ela era apenas um fantoche pseudoclassudo cantando como se estivesse dopada por anestésicos para búfalos. Era uma questão de tempo surgir alguém com as mesmas características. A diferença é que o disco de estreia da Lorde é apenas um pouquinho melhor do que se poderia esperar de uma outra picaretagem.

A fórmula básica é espertíssima: criar a impressão de que Lorde é fã de Katy Perry e Gary Numan ao mesmo tempo. Pode até que ser que seja, mas eu duvido. Pure Heroine abre com “Tennis Court”, uma bem sucedida união entre os elementos citados acima. Se “400 Lux” e “Still Sane” seguem a mesma fórmula, canções como “Royals”, “Glory and Gore” e “Buzzcut Season” soam como se Florence & The Machine participasse de um tributo eletrônico ao Simple Minds. Em “Ribs”, “Still Sane” e “Team”, a tal da Lorde imita descaradamente os vocais de Lana Del Rey em um tema lúgubre/dançante cujo arranjo asséptico evidencia ainda mais a comparação entre ambas.
E é exatamente aí que a ficha cai: você tem a impressão de ter passado o tempo todo ouvindo a mesma música, que é exatamente a sensação que se tem quando ouvimos o Born to Die da Lana Del Rey. Fica muito claro que Pure Heroine quer continuar a partir do mesmo ponto em que o péssimo disco de sua ‘antecessora’ travou.
É por isto que venho dizendo que as pessoas hoje em dia andam ouvindo música como “trilha sonora” para outras coisas que estejam fazendo. É esta a proposta de Lorde e seus produtores. Não adianta nem mesmo botar uma bateria com timbre “vintage” em “White Teeth Teens” e nem terminar o disco com uma canção climática e deprê como “A World Alone”. O disco inteiro foi especialmente forjado para sonorizar a lavagem de sua louça suja na pia, os preparativos para uma balada, as carícias preliminares ou um café da manhã depois do sexo matinal. Tanto faz.
É, a música pop já teve dias melhores...
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