É assim em outras paragens. Na Inglaterra, a ganhadora de 2012, Leanne Mitchell, vendeu menos de mil cópias de seu CD. A deste ano, Andrea Begley, ficou em trigésimo lugar nas paradas por uma semana e logo desapareceu novamente.
chance de entrar pela porta da esperança. Geralmente, são acompanhados dos pais. Enquanto o rapaz ou a moça cantam, pai e mãe torcem e se descontrolam emocionalmente nos bastidores.
Quem se dá bem são os jurados (que funcionam como técnicos dos cantores que adotam). A saber: Claudia Leitte, Daniel, Carlinhos Brown e Lulu Santos. Eles cantam e tocam durante a atração. Nenhum deles parece ter ouvido um disco inteiro na vida. Não citam ninguém, não contextualizam nada. Todos se amam e trocam elogios.
Lulu, em particular, está vivendo uma prorrogação na carreira. É o mais talentoso deles. Quando toca sua guitarra, há bons momentos. Seu slide ainda é incrível. Mas isso vai para o espaço quando ele começa a falar em seu tom afetadíssimo (chega a chorar em suas atuações). Lulu parece viver embasbacado com os próprios ternos brilhantes.
“The Voice” é um pátio dos milagres em que as pessoas se humilham (o júri as ouve de costas) em troca de, basicamente, uma esmola. Tem a ver com tudo — corrida de obstáculos, trote de faculdade, novela, Big Brother –, menos com música.
FONTE: http://www.fatospoliticos.com.br/2013/11/o-programa-voice-e-um-estelionato-em-forma-de-show-de-calouros/

